O passo a passo para a elaboração de projetos culturais de sucesso em Niterói
Dominar a parte técnica, desde a justificativa até a planilha orçamentária, é o grande diferencial para aprovar propostas nos editais …
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Os mais urgentes vêm primeiro. A cor do prazo avisa quando é hora de correr.
Fomento a projetos culturais de Niterói em várias linguagens (música, teatro, dança, circo, literatura, carnaval, games e outras), com cotas. Podem participar pessoas jurídicas com e sem fins lucrativos e MEIs.
Edital da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) da Prefeitura de Niterói, pela Secretaria Municipal das Culturas.
Confira o edital completo e o formulário de inscrição na página oficial antes de enviar.
Período anual para cadastrar propostas no Salic e, depois de aprovadas, captar patrocínio por incentivo fiscal federal. Fecha em 31 de outubro.
Pela Instrução Normativa MinC nº 29/2026 (art. 5º), as propostas culturais podem ser apresentadas de 1º de fevereiro a 31 de outubro de cada ano.
Atenção: 31/10/2026 cai num sábado. Não deixe para a última hora.
Patrocínio a projetos incentivados de cultura e esporte com impacto social e legado territorial.
Categoria: projetos incentivados em Cultura e Esporte. Modalidades: projetos culturais e esportivos incentivados; na cultura, a Shell indica prioridade para equipamentos culturais, festivais, ações formativas, iniciativas ligadas à economia criativa e projetos com impacto social e legado territorial.
Quem pode participar: pessoas jurídicas com CNPJ ativo, aptas a apresentar projetos incentivados pela Lei Rouanet ou pela Lei Federal de Incentivo ao Esporte, preferencialmente sediadas ou com atuação nos territórios priorizados pela Shell.
Forma de inscrição: formulário digital indicado pela Shell e hospedado/operado pela Mais Baluarte. A página oficial da Shell orienta o envio de propostas por formulário.
A Shell Brasil apoia projetos incentivados por meio da Lei Rouanet e da Lei Federal de Incentivo ao Esporte, com foco em iniciativas que gerem impacto positivo, ampliem acesso, promovam inclusão e fortaleçam a sociedade. Antes de preencher sua inscrição, confira se o projeto está ou será enquadrado em mecanismo de incentivo federal, se o proponente possui natureza e documentação compatíveis, se o território de execução está alinhado às prioridades da Shell e se a proposta demonstra aderência aos atributos estratégicos: DE&I, transformação social, legado, sustentabilidade, criatividade/inovação e redes/parcerias. A Shell afirma que, em 2026, apoiou 79 iniciativas em cultura e esporte.
Seleção de festivais, mostras, encontros e circuitos culturais gratuitos e acessíveis em São Gonçalo. Só pessoa jurídica, uma proposta por agente, com cotas.
Chamamento da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) com recursos do Fundo Municipal de Cultura (Funcultura), pela Portaria nº 33/SMTC/2026.
A inscrição é feita no portal Colabore+ da Prefeitura, com login.
Inscrição anual de projetos para patrocínio por renúncia fiscal de ICMS de empresas do Rio de Janeiro. Para proponentes residentes no estado.
Inscrições de 1º de março a 30 de novembro de 2026, pelo Sistema Desenvolve Cultura.
Limites: MEI pode pedir até R$ 200 mil; pessoa física e MEI inscrevem até 3 projetos por período e pessoa jurídica até 5 (Resolução SECEC nº 89/2020).
Fomento direto (PNAB, editais): 🟡 faltando 15 dias · 🔴 faltando 8 Fomento indireto (Rouanet, ICMS, leis de incentivo): 🟡 faltando 60 dias · 🔴 faltando 30
Quadro de honra
Atendidos do LaBee que tiveram projeto aprovado em edital. Cada cartão é uma história que saiu do papel.
Portfólio
Quem somos
LaBee — Laboratório de Escrita de Editais, um projeto de mentorias voltado ao acompanhamento de artistas, produtores independentes e da classe artística como um todo na elaboração e submissão de propostas. Formação, mentoria e acompanhamento para quem faz cultura escrever, inscrever e aprovar projetos.
Metodologia
A metodologia do LaBee parte do entendimento de que aprender a escrever editais é um processo prático, contínuo e diretamente ligado à realidade dos artistas, produtores e agentes culturais. Por isso, o curso combina formação teórica, exercícios aplicados, acompanhamento pedagógico e orientação voltada ao desenvolvimento real de projetos culturais.
Ao longo das aulas, os participantes são estimulados a partir de suas próprias ideias, trajetórias e desejos de realização. A proposta é que cada participante compreenda as etapas de construção de um projeto cultural, desde a concepção inicial até a organização da escrita, do orçamento, do cronograma, da documentação, da comunicação, da acessibilidade e da futura prestação de contas.
Esse acompanhamento é fundamental porque o objetivo do curso não é apenas transmitir informações. A proposta é criar condições para que os participantes consigam aplicar o conhecimento, organizar suas ideias, vencer inseguranças e construir projetos com mais clareza, consistência e viabilidade.
Fundadores
Fundador do LaBee
Produtor cultural, gestor público e captador de recursos. Atua na Fundação de Arte de Niterói (FAN) como coordenador de captação, além de ser criador e coordenador do LaBee. É diretor de produção e captador na Taverna Produções, com experiência em elaboração, submissão e acompanhamento de projetos de fomento direto e indireto. Na gestão pública, atuou na Secretaria de Cultura de São Gonçalo com gestão de pauta dos equipamentos culturais. Tem trajetória no terceiro setor, com atuação no Núcleo de Editais do MACquinho e acompanhamento de iniciativas comunitárias e organização de projetos. No teatro, integra a trajetória da Graco Cia de Atores, com estreias e circulação em palcos como SESI, SESC e Futuros - Arte e Tecnologia, entre outros. Também atuou no audiovisual, com captação de recursos e produção executiva do filme Originários, dirigido por Oscar Francisco, com roteiro de René Belmonte e participação de Kiko Pissolato.
Fundador do LaBee
Atua na coordenação de projetos culturais, comunicação institucional e políticas públicas voltadas à economia criativa. Tem experiência com editais, captação e execução de projetos via ICMS/RJ, ISS/RJ e Lei Rouanet, unindo gestão, planejamento e comunicação digital. Atuou na gestão de projetos financiados por LPG e PNAB (Ciclo 1), implementou editais como Cultura Viva - Territórios Gonçalenses e contribuiu na construção do PAR da PNAB - Ciclo 2 em São Gonçalo, representando o governo gonçalense em paridade com a sociedade civil, conforme a Lei 13.018 da Política Nacional de Cultura Viva. Também atua na elaboração de projetos culturais e sociais para o Terceiro Setor, com mentorias voltadas a planos anuais e leis de incentivo, colaborando com instituições como o Espaço Cultural da Grota, Instituto São Paio e Associação Mulheres da Parada.
No ar
Aulas gravadas, lives e dicas rápidas para assistir, salvar e mandar para quem está escrevendo projeto.
Notícias
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A Lei Rouanet é a principal lei federal de incentivo à cultura do Brasil. Ela permite que projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura sejam autorizados a captar recursos junto a empresas e pessoas físicas, por meio do direcionamento de parte do Imposto de Renda devido. Na prática, isso significa que o patrocinador não está apenas fazendo uma doação comum: ele está destinando parte do imposto que já pagaria ao governo para apoiar um projeto cultural aprovado. Empresas tributadas pelo lucro real podem destinar até 4% do Imposto de Renda devido, enquanto pessoas físicas podem destinar até 6%, conforme as regras da legislação.
O funcionamento começa com a elaboração do projeto. O proponente organiza a proposta com objetivos, justificativa, público, cronograma, orçamento, acessibilidade, plano de execução e demais informações exigidas. Depois, o projeto é cadastrado no SALIC, sistema oficial do Ministério da Cultura, onde passa por análise técnica. Se for aprovado, o projeto recebe autorização para captar recursos. Esse ponto é fundamental: estar aprovado na Lei Rouanet não significa que o dinheiro já está garantido. A aprovação permite que o projeto busque patrocinadores.
A Lei Rouanet integra o Programa Nacional de Apoio à Cultura — PRONAC, que reúne diferentes mecanismos de fomento à cultura. O mais conhecido é o incentivo fiscal, também chamado de mecenato, no qual patrocinadores apoiam projetos culturais e podem abater esse valor do Imposto de Renda, dentro dos limites permitidos.
Além da lei, é importante conhecer as instruções normativas. A instrução normativa é um documento publicado pelo órgão responsável pela política pública para explicar, detalhar e atualizar a forma como a lei será aplicada na prática: como cadastrar o projeto, quais documentos apresentar, quais limites observar, como funciona a análise, a execução, a captação e a prestação de contas.
Os projetos podem ser enquadrados em diferentes áreas culturais, como artes cênicas, música, artes visuais, humanidades, patrimônio cultural, museu e memória e audiovisual. Por isso, escolher corretamente o segmento, a categoria e o tipo de ação cultural é uma parte estratégica da escrita do projeto.
Mais do que um mecanismo de captação, a Lei Rouanet é uma ferramenta de desenvolvimento cultural. Quando bem utilizada, ajuda a viabilizar projetos, movimenta a economia criativa, gera trabalho e renda para artistas, produtores e técnicos, amplia o acesso da população à cultura e fortalece a produção cultural brasileira.
A Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, conhecida muitas vezes como Lei do ICMS, é um mecanismo de fomento que permite a realização de projetos culturais com apoio de empresas contribuintes do ICMS no Estado do Rio de Janeiro. Diferente da Lei Rouanet, que utiliza o Imposto de Renda e funciona em âmbito federal, a Lei do ICMS é estadual. Isso significa que o projeto precisa estar adequado às regras do Estado do Rio de Janeiro e o patrocinador precisa ser uma empresa que recolhe ICMS no estado.
Na prática, o funcionamento é parecido com outras leis de incentivo: o proponente escreve o projeto, realiza o cadastro no sistema indicado pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, passa pela análise técnica e, se aprovado, recebe autorização para captar recursos junto a empresas patrocinadoras. A empresa patrocinadora, por sua vez, destina parte do ICMS que pagaria ao Estado para apoiar o projeto cultural aprovado. Assim, o recurso que iria integralmente para o pagamento do imposto passa a financiar ações culturais, gerando circulação de arte, trabalho, renda, formação de público e fortalecimento da economia criativa fluminense.
É importante lembrar que a aprovação do projeto na Lei do ICMS não garante automaticamente o dinheiro. Ela autoriza o proponente a buscar patrocínio. Depois da aprovação, começa a etapa de captação, em que o projeto precisa ser apresentado a empresas interessadas em apoiar iniciativas culturais por meio do incentivo fiscal.
Por isso, além de escrever bem o projeto, é fundamental entender se a proposta está adequada às regras da lei, se o proponente está apto, se o orçamento está coerente, se o projeto tem contrapartidas claras e se há uma boa estratégia de captação junto a possíveis patrocinadores.